Acostumados a conviver com
a violência por parte do Estado, os brasileiros construíram uma memória
aceitável do período de ditadura. Ao resistir à punição dos torturadores, a
sociedade coloca-se a favor da impetuosidade estatal, reforçando a opinião de
muitos em deixar o acontecimento no passado ou sequer ter opinião sobre o
assunto.
Em meio ao contexto de
Guerra Fria, não existiam direitos e as ações violentas combatiam qualquer tentativa
de manifestação em busca de liberdade de expressão. Organizações sociais foram
suprimidas por ideais de não violência urbana, controle e estabilidade social e
econômica, no sentido de evitar influências de ideologias da esquerda.
Hoje vivemos o pleno
exercício dos Direitos Humanos sem saber realmente quem foram os integrantes da
libertação deste processo. Mesmo em um ambiente
de repressão e perda de liberdades públicas e individuais, o uso do direito foi
de suma importância para a defesa da autonomia política. Por isso é
essencial reintroduzir o debate e chamar a atenção para a impunidade que marcou
o período de autoritarismo.
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