quarta-feira, 5 de junho de 2013

Monumentos não são capazes de se fazer esquecer os porões de tortura


Acostumados a conviver com a violência por parte do Estado, os brasileiros construíram uma memória aceitável do período de ditadura. Ao resistir à punição dos torturadores, a sociedade coloca-se a favor da impetuosidade estatal, reforçando a opinião de muitos em deixar o acontecimento no passado ou sequer ter opinião sobre o assunto.

Em meio ao contexto de Guerra Fria, não existiam direitos e as ações violentas combatiam qualquer tentativa de manifestação em busca de liberdade de expressão. Organizações sociais foram suprimidas por ideais de não violência urbana, controle e estabilidade social e econômica, no sentido de evitar influências de ideologias da esquerda.
           

Hoje vivemos o pleno exercício dos Direitos Humanos sem saber realmente quem foram os integrantes da libertação deste processo. Mesmo em um ambiente de repressão e perda de liberdades públicas e individuais, o uso do direito foi de suma importância para a defesa da autonomia política. Por isso é essencial reintroduzir o debate e chamar a atenção para a impunidade que marcou o período de autoritarismo.

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